Com certeza você já o viu. Já o ouviu. Seja no Youtube ou na televisão. Mas você o conhece? Sabe pelo menos o verdadeiro nome do Vinheteiro?
A habilidade junto ao piano impressiona. As releituras de temas clássicos de games e animes da década de 1990 são emocionantes para todos que até hoje não conseguem ver Shiryu se cegando para derrotar o cavaleiro de Medusa sem um sentimento de nostalgia. Mas não é só no piano que esse Lord faz música.
Influências, cultura nerd, internet, televisão. Conheça um pouco melhor o mundo através da bem humorada e, por vezes, irônica ótica de Fabricio di Paolo, o Lord Vinheteiro.
Missingno News: Pra começar, se apresente e fale um pouco da sua trajetória profissional para todos que podem não te conhecer.
Lorde Vinheteiro: Meu nome é Fabricio e sou conhecido por Lord Vinheteiro. Por não conseguir emprego de pianista, resolvi postar vídeos de piano no Youtube e fui crescendo até chegar a 1 milhão de visitas por mês, o que torna o meu canal o maior veículo de música instrumental do país.
MN: Quais instrumentos você toca e quando aprendeu?
LV: Piano, sanfona, contra-baixo, gaita, teclado, cravo, clavicordio, espineta, órgão de tubos, pandeiro e violino. Piano e violino, aprendi com 8 anos. Hoje em dia não toco mais violino. O resto dos instrumentos aprendi sozinho.
MN: Quais são suas maiores influências musicais e quais gêneros você mais ouve?
LV: Pica-pau e Tom & Jerry foram as minhas influências. O que mais ouvi na vida foram músicas eruditas e marchas militares. Atualmente só ouço sertanejo e música eletrônica, que é minha principal área no momento.
MN: Quando começou a fazer vídeos para internet e Youtube?
LV: Comecei em 2008, mas parei por 2 anos.
MN: Quando percebeu que essa rede social em especial poderia te ajudar profissionalmente?
LV: Percebi quando eu fazia 20 visitas em um vídeo (logo nos primeiros vídeos) e é muito raro ver um recital com mais de 4 pessoas assistindo (1 pai, 1 mãe, um irmão e 1 avó no máximo).
MN: Você acha que, além do seu talento, foi graças ao Youtube que o Pânico te convidou para fazer participações na televisão ou o contrário: o Pânico te ajudou a se popularizar no youtube?
LV: O Pânico não me ajudou em absolutamente nada a aumentar o número de visitas. Aliás, a TV não ajuda a aumentar o número de visitas na internet. É outro público.
MN: Vemos muitos youtubers hoje, os mais populares, vivendo exclusivamente do trabalho que fazem para o youtube. Já chegou ou almeja chegar neste patamar?
LV: Sim, porém, minha receita não vem do youtube, e sim de trabalhos externos. O youtube é uma vitrine para mim.
MN: O que pensa das pessoas que acham que não é um trabalho de verdade produzir vídeos para o Youtube? Rola preconceito por ser uma profissão nova?
LV: Desde meus primeiros vídeos sofri o preconceito de "pra que você está fazendo isso se você não ganha nada"? Eu dizia: "porque eu quero aparecer". Hoje em dia sou o único músico da minha roda de amigos músicos trabalhando na área. Dica: ouça sempre o seu coração!
MN: E quanto aos xingamentos, de que forma recebe os comentários ofensivos? Acha que a internet, por possibilitar o anonimato, aumenta a “coragem” dos que ofendem e se torna uma “terra sem lei”?
LV: Eu acho que o meu canal é o que menos recebe comentários ofensivos. Se eu te disser que só vi 2 comentários até hoje falando que eu tocava mal, você acredita? Mas os meus próprios fãs me defendem. Por isso eu NUNCA APAGUEI UM COMENTÁRIO.
MN: Você faz muita versão de músicas clássicas de anime e jogos. Qual a sua conexão com essa “cultura nerd”?
LV: O que eu mais vi foi o Pica-Pau, X-Men, Tom & Jerry e um pouco de He-Man e Thundercats e Ducktales. Porém, quanto a jogos, sempre fui muito viciado em jogos de computador, sendo obrigado até hoje a apagá-los pra não ficar procrastinando neles.
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| Pica-Pau, X-Men, Tom & Jerry, He-Man e Thundercats: um pouco do que o Vinheteiro assistia quando era um jovem Lord |
MN: O que pensa do crescimento das redes sociais? Ela pode desempenhar ou já desempenha, na sua opinião, a função dos sites de noticiar e informar as pessoas?
LV: Sim, eu uso o Twitter como noticiário. Ele é mais rápido que qualquer site de notícias, pois meu Twitter fica ligado 24 horas por dia.
MN: E como enxerga a popularidade que a internet dá a alguns? Atualmente, muitos adolescentes idolatram youtubers e os veem como exemplos...
LV: A plebe nem sempre idolatra quem merece. Mas isso é em qualquer lugar do mundo.